Imagem de fundo do menu

Como organizar uma reunião de pais bem-sucedida

A reunião de pais é o momento de engajamento entre família e escola, e o seu sucesso reflete diretamente no desempenho dos alunos.

A reunião de pais e professores é um dos principais momentos de integração entre a escola e a família, certo? Bem, na prática nem sempre é assim. Dependendo de como a reunião é planejada e conduzida, são grandes as chances de os pais e responsáveis julgarem o evento como chato e improdutivo.

Tornar estes encontros atrativos é um desafio que precisa ser superado pelo bem do aluno. É a partir das reuniões periódicas que se estabelece um diálogo entre professores e responsáveis a fim de que problemas sejam superados e dúvidas sejam sanadas. Quando isso não acontece, a frustração surge, assim como a insatisfação com a instituição.

Você sabe organizar uma reunião produtiva? Todos os participantes entendem o seu papel no encontro? Os pais reconhecem a importância de participarem desse momento?

Confira neste artigo algumas dicas para organizar reuniões de pais bem-sucedidas.

MENU DE NAVEGAÇÃO

1 → Comunicação

 

2 → Interação

 

3 → Definição de papéis

 

4 → Contrapartidas

 

5 → Pais apoiadores

 

1 → Comunicação

Uma reunião de pais e professores já começa antes do dia marcado. Planejar o comunicado sobre o encontro é uma parte importante do processo e vai além do simples aviso sobre data, local e horário.

O convite precisa ser enviado com antecedência para que os responsáveis consigam se organizar para comparecer. É importante que a escola busque meios de garantir que todos os pais sejam avisados e não contar apenas com bilhetes entregues pelos alunos ou e-mails que podem não ser visualizados a tempo. Se a escola conta com recursos como grupos de whatsapp, talvez essa ferramenta possa ser utilizada para avisar com antecedência e reforçar o convite mais perto da data.

É essencial que o comunicado contenha a pauta sugerida para a reunião, com todos os assuntos que serão abordados. Assim, os pais já alinham suas expectativas e podem ter abertura para sugerir assuntos que precisam ser discutidos e não constam na pauta. Se julgar necessário, lembre os pais de que não haverá tempo para falar sobre cada criança individualmente, mas que há espaço para isso nas reuniões periódicas agendadas ao longo do ano.

2 → Interação

Esse é o momento de despertar o interesse da família em relação à vida escolar dos alunos, portanto a forma como a reunião é guiada faz toda a diferença.

Além da pauta que já foi enviada no comunicado, é importante que seja definido um roteiro para conduzir o encontro. Isso ajuda professores, coordenadores e demais funcionários que participam da reunião a manterem o foco e não se esquecerem de abordar assuntos importantes.

Dependendo da dinâmica adotada, é possível dividir a reunião. Em um momento inicial mais geral, diretores e coordenadores assumem a fala e esclarecem questões referentes a diretrizes pedagógicas, mudanças e melhorias para a escola e os desafios enfrentados atualmente. Já em um segundo momento, a reunião pode ser coordenada pelos professores, com foco geral em cada turma.

A objetividade dessas reuniões também é essencial: quando são prolixas, longas demais ou com pautas confusas, elas acabam afastando as famílias ao invés de aproximá-las. É importante lembrar que a rotina de todos nós é cada vez mais corrida, então um encontro improdutivo pode acabar desmotivando a participação no próximo.

3 → Definição de papéis

Você já se perguntou se todos os envolvidos na reunião sabem qual é o seu papel? Pode parecer algo óbvio, mas não é. Definir papéis não é uma forma de reprimir ninguém, mas sim de tornar o encontro mais produtivo e de evitar frustrações.

Grande parte da reunião vai estar centrada na figura dos docentes e coordenadores, que abrem e encerram as pautas, propõem discussões e respondem perguntas. O papel dos pais, no entanto, não deve ser de participantes passivos: eles também devem estar cientes de que têm seu lugar de fala e que são importantes para a construção conjunta.

Muitos pais podem se sentir inseguros e ansiosos, principalmente nas primeiras reuniões, então é importante que os professores passem segurança e realmente ouçam o que eles têm a dizer (afinal, é a educação e o futuro de seus filhos que estão em jogo).

4 → Contrapartidas

Este encontro também é o momento de deixar claro para os pais e responsáveis que a  aprendizagem só acontece se a escola, o aluno e a família trabalharem juntos. Portanto, assim como a reunião começa já no envio dos convites, ela também deve continuar repercutindo na rotina familiar depois que acaba.

É importante estimular os pais a conversarem com as crianças depois da reunião e colocarem em prática as orientações sugeridas pelos professores. Deixar clara a periodicidade dos encontros também é importante para que um compromisso se crie entre a família e a escola.

5 → Pais apoiadores

Por fim, nunca é demais enfatizar a importância que a presença de pais e responsáveis tem na vida escolar das crianças e dos jovens. A escola é um pilar importante para a educação, mas ele não é o único e a família precisa estar ciente do seu papel. Quando ela participa de forma ativa do processo educacional, o desempenho dos alunos é superior.

Instrua os pais e responsáveis a perguntar para as crianças como foi o seu dia na escola, a incentivar a leitura e a acompanhar o dever de casa e as atividades no caderno. São ações simples, mas quando a criança percebe o interesse genuíno ela tem um incentivo a mais para se esforçar

→ O impacto positivo no desempenho escolar deixa os pais mais satisfeitos.

→ A satisfação gera mais envolvimento e o trabalho flui mais fácil.

→ Quando o trabalho flui fácil, a retenção de alunos aumenta.

E as reuniões de pais são o combustível para que essa roda nunca pare de girar.

Leia também:

Desempenho de aulas: como melhorar resultados na sala

Reprovação escolar: tudo que você deve saber

Autoestima nos estudos: Não deixe a peteca cair!