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O que é ensino híbrido

O modelo que mescla o ensino online com o presencial deve ser adotado por muitas escolas em 2021.

Como já falamos neste artigo, a educação passou por mudanças radicais em 2020. Essas novas formas de encarar o ensino certamente irão se refletir nos métodos e ferramentas que serão adotados pelas escolas em 2021, por isso exigem a nossa atenção.

Mesmo que de forma abrupta, foram dados vários passos importantes em direção a uma nova forma de ensino. No ano passado, as adaptações foram feitas às pressas, sem que muitos professores tivessem sequer o conhecimento necessário para conduzirem aulas de maneira remota, e agora é hora de buscar essa adaptação.

Este ano, o ensino híbrido virá como um modelo forte para se integrar ao retorno gradual às salas de aula. Confira neste artigo como ele funciona, quais são os tipos de ensino híbrido mais utilizados e como aplicá-lo na sua escola.

1 → O que é ensino híbrido

O ensino híbrido se baseia na convergência de dois modelos de aprendizagem: o presencial, que acontece em sala de aula, e o online, onde as tecnologias são usadas para possibilitar o aprendizado.

Este não é um formato novo de ensino. Até então, era comum que os educadores que adotavam o ensino híbrido usassem a tecnologia em sala de aula, através de modelos que detalharemos a seguir. Agora, em tempos de pandemia, essa mescla será útil durante os rodízios dos alunos, já que não será possível reunir 100% deles ao mesmo tempo em uma mesma sala.

A ideia do ensino híbrido é de que os alunos possam aprender em locais, tempos e ritmos variados, e de forma contínua e mais personalizada. É importante não confundir com a simples disponibilização de aulas através da internet: existem os conteúdos para serem aprendidos no presencial e aqueles destinados ao ambiente virtual. O ensino híbrido conecta essas duas aprendizagens. Além disso, neste modelo o aluno é o protagonista da sua própria aprendizagem.

Também é importante entender o papel do professor nesta dinâmica. Aqui ele não assume a função de transmissor do conhecimento como conhecemos. Sua atribuição é muito mais de um mediador, já que os alunos têm autonomia para buscar a aprendizagem por conta própria.

Essa é uma quebra importante, mas condiz com a forma como as novas gerações processam o conhecimento: as informações existem aos milhares e estão acessíveis a todos, mas nem sempre a criança e o jovem saberão o que fazer com elas. É aí que entra o educador.

2 → Quais os tipos de ensino híbrido

Conheça 4 possibilidades de combinar o ensino presencial e remoto:

Rotação por estações

A sala é dividida por estações baseadas no tema principal da aula. Os alunos são separados em grupos e vão trocando as estações depois de concluírem o tempo proposto para cada uma. Algumas dessas estações podem ser digitais, para que os alunos concluam o ciclo quando estiverem em casa. Ainda que as estações sejam independentes, todas elas têm uma ligação em comum com a matéria proposta.

Rotação individual

A ideia é muito semelhante à anterior, porém ela é realizada de modo individual. Ela permite uma personalização maior, com foco específico nas dificuldades de cada aluno. Ela pode ser feita mesclando online e presencial ou alternando entre rotações remotas e em sala de aula.

Laboratório rotacional

Aqui a ideia de rotação também existe, mas a turma é dividida em dois grupos. Enquanto um trabalha em sala de aula, o outro vai para o laboratório. Passado o tempo proposto, eles trocam de lugar. Esse é um modelo que se encaixa muito bem com os rodízios de alunos, já que todos terão o seu momento de estudarem os conteúdos de casa e serem assistidos pelo professor em sala de aula.

Sala de aula invertida

Esse é um modelo que vinha ganhando espaço mesmo antes da pandemia. Aqui, ao invés de o professor transmitir os conteúdos em sala de aula para os alunos estudarem em casa depois, são os alunos que pesquisam e estudam em casa e trazem suas dúvidas para o professor. Esse modelo estimula a autonomia dos alunos e torna o ensino mais ativo e dinâmico.

3 → Como aplicar o ensino híbrido na sua escola

Como você já deve ter percebido, não basta somente disponibilizar computadores na escola e deixar que os alunos decidam o que fazer para considerar o ensino híbrido. Os educadores precisam orientar o estudo, de forma que os recursos digitais sirvam como um complemento às suas aulas.

Tanto a forma como o professor ensina quando a maneira como o aluno aprende são impactados por esse modelo. Por isso, o plano de aula, a gestão da escola e até mesmo a organização da sala de aula precisam ser pensados de uma forma que integrem a tecnologia ao dia a dia dos alunos de uma forma relevante.

Os gestores das escolas têm um papel importante para que essa transformação seja efetiva: eles precisam garantir que os professores tenham acesso a uma formação continuada com foco na utilização de recursos tecnológicos integrados à educação. Isso é o básico para que eles saibam como conduzir os alunos e consigam extrair o melhor do que a tecnologia pode oferecer.

4 → Vantagens e desafios do modelo

Vantagens

  • Dá mais autonomia para o aluno, que se torna protagonista do seu próprio aprendizado;
  • Promove uma aprendizagem mais eficaz e personalizada, focada nas dificuldades de cada aluno;
  • Deixa o ambiente escolar mais dinâmico e as aulas mais atrativas;
  • Estimula o desenvolvimento global dos estudantes;
  • Não limita o aprendizado à sala de aula.

Desafios

  • É preciso repensar e “desengessar” a infraestrutura educacional;
  • É fundamental investir na formação continuada dos professores;
  • Acesso à internet e a equipamentos que permitam esse tipo de dinâmica para todos os alunos é uma realidade distante para muitas escolas brasileiras.

5 → Como criar um plano de ensino híbrido

Segundo o professor Wilson Fernandes, um bom plano de ensino híbrido deverá ir além de um planejamento com os conteúdos desenvolvidos ao longo do ano com os alunos. Hoje, com as tecnologias disponibilizadas e plataformas, um plano de ensino deverá ser elaborado a partir de dados de aprendizagem de cada aluno ou grupos de alunos com perfis e comportamentos semelhantes em relação às performances de aprendizagem.

“Para compor esses dados, poderão ser usados os resultados das avaliações aplicadas em anos anteriores e, à medida que o ano for avançando, as novas notas das avaliações passariam a fazer parte da base de dados de aprendizagem dos alunos, podendo as estratégias pedagógicas do plano de ensino serem flexibilizadas.”

No entanto, essa não é uma tarefa simples de ser implementada e, como salientado, é necessário o uso de tecnologias ou plataformas focadas em performance de aprendizagem para que os responsáveis pedagógicos tenham um norteador para a confecção de ações pedagógicas assertivas.

Na plataforma Studos, por exemplo, é possível os coordenadores e professores identificarem quais são os pontos fortes e fracos dos alunos em todos os componentes curriculares e seus respectivos assuntos. Com esses dados é possível monitorar o plano de ensino e intervir no plano inicial com antecedência, caso seja necessário.