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Projeto de vida na educação

O projeto de vida na educação direciona e motiva os estudantes a aprender ao longo da vida, assim como os auxilia na tomada de decisões e resolução de problemas.

A escola não é apenas um ambiente para a transmissão de conhecimentos sobre gramática, equações químicas e fórmulas matemáticas. As instituições escolares também têm o papel de formar indivíduos e guiá-los mesmo depois que seus estudos já estiverem concluídos.

Partindo daí, surge a importância de trabalhar na construção de um projeto de vida na escola. Ainda que pareça algo muito além do que essas instituições têm a obrigação de oferecer, o projeto de vida é uma das competências da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), portanto é essencial que os educadores saibam abordá-la em sala de aula. 

Neste artigo, explicamos o que é e para que serve um projeto de vida e como ele pode ser trabalhado na prática nas escolas.

1 → O que é projeto de vida e para que serve

Todos nós, em algum momento da vida, já nos questionamos sobre quem somos ou quem queremos ser no futuro. Essas perguntas norteiam o nosso projeto de vida, uma competência que pode — e deve — ser trabalhada ainda na escola.

Planejar o futuro e conseguir identificar os pontos fortes que podem ser destacados e os francos que precisam ser melhorados exige bastante autoconhecimento. Esse é um desafio e tanto para todo mundo, e para os jovens, que ainda estão passando por uma fase intensa de formação, pode ser ainda maior. É aí que entram os professores e a escola: como guias que ajudam a descobrir interesses, objetivos e sonhos e também tem uma participação importante na definição de estratégias para colocar o projeto de vida em prática.

Ele deve ser trabalhado a partir de 3 pilares:

  • Pessoal: o foco é o autoconhecimento, a autoaceitação e o fortalecimento da autoestima. Isso é feito através da construção de identidade e valores, do reconhecimento de sua própria origem e do entendimento sobre como lidar com sentimentos.
  • Social: aqui o jovem trabalha suas relações interpessoais e o seu impacto no mundo. Abrange desde o senso de responsabilidade com o bem comum até o desenvolvimento de empatia e ética.
  • Profissional: quando falamos em projeto de vida, esse é o aspecto mais lembrado. Pensar sobre a preparação do jovem para o mercado de trabalho, no entanto, não pode ser visto de forma isolada. Trabalhar os aspectos pessoais e sociais é fundamental para que ele tenha uma visão holística sobre si mesmo e consiga tomar decisões mais conscientes sobre o futuro.

Trabalhar o projeto de vida dos alunos em sala de aula é uma forma de a escola assumir o seu papel como formadora de cidadãos, guiando os jovens para que eles se tornem protagonistas de sua própria jornada.

2 → Como fazer um projeto de vida na escola

A BNCC indica que o projeto de vida é um eixo que deve ter início logo nos primeiros anos do Ensino Fundamental, seguindo até o final do Ensino Médio. Veja de que forma o projeto deve ser desenvolvido em cada etapa da vida escolar:

Anos iniciais do Ensino Fundamental

Os anos iniciais são a fase onde a criança começa a compreender a vida em sociedade e passa a ter suas primeiras noções sobre si mesma como indivíduo. O trabalho do projeto de vida nessa etapa é fundamental e vai servir como base para as próximas.

Anos finais do Ensino Fundamental

Nessa fase os alunos já estão saindo da infância e entrando na adolescência. Sua visão de mundo já é mais clara, assim como o desenvolvimento da sua personalidade, de seus valores e crenças já está mais avançado. No entanto, este também é o período em que muitas dúvidas surgem, e o apoio da escola passa a ser fundamental para que o jovem tenha ciência sobre os caminhos que pode trilhar no futuro.

Ensino Médio

A última etapa escolar é também a que mais gera inseguranças nos jovens. É o momento em que o foco na carreira é maior devido a aproximação do ENEM e dos vestibulares. Ao mesmo tempo, é importante que a escola também promova reflexões mais profundas sobre o papel de cada um dos alunos na sociedade.

E como isso pode ser feito na prática?

Inclua o projeto de vida nas disciplinas tradicionais: para que o aluno tenha uma visão holística sobre o seu próprio aprendizado, é preciso que ele enxergue conexões em tudo o que faz, e o mesmo vale para o projeto de vida. Enquanto a língua portuguesa pode explorar a comunicação, a matemática pode trazer noções de economia e estratégia, por exemplo. 

O aluno como protagonista: se o projeto de vida é único para cada aluno, ele precisa se enxergar como um protagonista do seu próprio processo. As metodologias ativas são de grande ajuda nesse sentido, já que, ao se ver no centro, o aluno aprende a ter foco e determinação para alcançar os seus objetivos.

Realizar autoavaliações: se autoavaliar não é um exercício fácil, mas é o tipo de reflexão que gera grandes resultados no longo prazo. Ao olhar para si próprios, os alunos passam a identificar suas forças e fraquezas, têm a chance de trabalhar a sua autoestima com a mediação dos professores e enriquecem suas interações sociais. Tudo isso, consequentemente, influencia nas suas perspectivas de futuro e na consciência sobre o seu papel no mundo.

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