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Quais os maiores desafios dos professores na atualidade

Da falta de engajamento dos estudantes a métodos ultrapassados, os educadores precisam saber lidar com inúmeros desafios diários para tornar possível a educação no Brasil.

Quem escolhe o trabalho em sala de aula sabe que os desafios da profissão farão parte de sua rotina diária. Construir um ambiente de aprendizagem de qualidade não é uma tarefa fácil e exige adaptações não apenas dos profissionais como do sistema de ensino como um todo.

Manter o aluno engajado nos estudos é uma conquista que demanda a superação de várias barreiras. Além de problemas estruturais que já são sentidos há bastante tempo no sistema de ensino como um todo, a COVID-19 veio para agravar ainda mais a situação.

Segundo um levantamento feito pelo Datafolha, 4 milhões de alunos abandonaram os estudos na pandemia. As incertezas sobre a melhoria do cenário e a falta de recursos para acompanhar as aulas são dois dos principais fatores que elevaram os números da evasão escolar. Mesmo com a retomada gradual das aulas presenciais, os reflexos disso ainda serão sentidos por um bom tempo.

O maior questionamento é: como os professores podem superar os desafios da educação para formarem cidadãos críticos e aptos a assumirem o seu papel na sociedade? Confira algumas reflexões no artigo a seguir.

1 → Engajamento de pais e estudantes

Devido às incertezas do sistema de ensino durante a pandemia, o engajamento dos alunos, que geralmente é menor na volta às aulas, acaba diminuindo ainda mais. Por isso, atrair as crianças e os jovens para a sala de aula — seja ela física ou virtual — e conseguir o apoio da família para mantê-los focados nos estudos não é uma tarefa fácil.

Recorrer a meios de deixar as aulas mais dinâmicas e interativas para os alunos pode ser uma boa estratégia. Além de usar recursos tecnológicos, como sites e aplicativos voltados para a educação, trazer a realidade e as experiências dos estudantes na exposição dos conteúdos ajuda a atrair a sua atenção. Além disso, torná-los protagonistas do seu próprio aprendizado é importante para que eles desenvolvam o senso de autonomia.

A família tem uma função essencial em meio a isso. Grande parte do incentivo aos estudos vem dos pais e responsáveis, então mantê-los próximos e incentivá-los a participar ativamente da comunidade escolar é fundamental para que eles entendam a importância do seu papel.

2 → Educação à distância 

Nunca se falou tanto sobre educação à distância, assim como nunca antes ela foi tão necessária. Mas, se o ensino presencial já é um desafio, o cenário se complica ainda mais para muitos professores quando ele é feito à distância.

Como ainda é um modelo novo para muitos professores e alunos, é normal que todos se sintam perdidos e o desânimo surja. 2020 foi um ano em que o sistema de ensino como um todo precisou ser improvisado, e a sensação de cansaço foi geral. Era esperado que em 2021 tudo voltasse ao normal, mas já sabemos que a educação à distância seguirá assumindo o papel principal por tempo indeterminado.

É importante que alunos, pais e professores consigam ter um diálogo próximo para que essa modalidade de ensino funcione. Os alunos precisam estar comprometidos em assistir às aulas e fazer as atividades propostas, os pais e responsáveis devem acompanhar o desempenho dos alunos e garantir o seu envolvimento com as aulas, enquanto os professores assumem a tarefa de buscarem formas de facilitar o ensino para os alunos. Conversar com as turmas para entender suas dificuldades relacionadas ao modelo deve fazer parte da rotina diária dos docentes.

3 → Digitalização

Mesmo que o propósito da tecnologia seja agilizar as comunicações e tornar possível que aulas sejam dadas à distância, existem entraves no modelo que tem dificultado o trabalho de muitos professores. Como eram poucas as escolas que já adotavam ferramentas de digitalização antes da pandemia, houve uma corrida para implantar diferentes sistemas, até então desconhecidos, no dia a dia das escolas.

Digitalizar o ensino não é o mesmo que reproduzir no ambiente online o modelo aplicado no offline. Manter os alunos sentados em frente a um computador por horas sem que eles dividam a sua atenção com todas as distrações que um dispositivo eletrônico oferece, por exemplo, é ingenuidade. É preciso adaptar a forma de ensinar e os estímulos para o aprendizado, para que as ferramentas escolhidas possam cumprir com o seu propósito.

A digitalizar a escola através de ferramentas pedagógicas que suprem diversas demandas em um só local é uma tendência cada vez mais forte, já que facilita o trabalho dos gestores ao mesmo tempo em que ajuda os alunos a terem mais autonomia sobre os seus estudos.

4 → Ineficiência das avaliações

As avaliações são uma parte importante do ensino, já que é o momento de entender se os alunos compreenderam o conteúdo estudado e se estão aptos a avançarem para as próximas etapas. No entanto, cada vez mais se questiona a eficiência das avaliações adotadas no sistema de ensino atual.

O professor precisa refletir se os resultados das avaliações que aplica representam de fato a realidade. Os alunos têm perfis e habilidades diferentes, assim como as dificuldades que sentem em cada etapa, então adotar um único tipo de avaliação pode ser, além de ineficaz, um fator de desmotivação para os alunos. O ideal é combinar métodos de avaliação diferentes e entender o que funciona para cada aluno ou turma, ao invés de se basear apenas em notas que categorizam alunos como suficientes ou insuficientes.

5 → Currículos e métodos ultrapassados

E quando os currículos e os métodos de ensino não acompanham as mudanças da sociedade? Temos aí outro fator de desmotivação para os alunos e, consequentemente, para os professores.

Se pararmos para pensar no quanto evoluímos como sociedade nos últimos 50, 60 anos, é difícil de pensarmos que a forma como ensinamos e aprendemos não tenha evoluído junto, certo? Mas é exatamente isso que acontece: ainda mantemos como padrão o “ensino fabril”, em que os alunos ficam enfileirados em frente a uma lousa com um professor transmitindo conteúdos. Os conteúdos também seguem um padrão, e devem ser absorvidos mesmo que os alunos não entendam o porquê.

Evoluir o nosso sistema de ensino é fundamental para prepararmos melhor as crianças e os jovens, seja para o mercado de trabalho, seja para a vida. As mudanças podem começar pelos conteúdos que os professores abordam em sala de aula e por uma escuta mais atenta às demandas trazidas pelos próprios alunos, assim como o estímulo constante à sua autonomia na busca do aprendizado.

6 → Falta de recursos pedagógicos

Este é um problema que o ensino já enfrenta há muito tempo, mas com a pandemia o cenário se agravou. Se o trabalho em sala de aula já é dificultado pela falta de recursos pedagógicos, como garantir a qualidade do ensino feito à distância?

A escassez de materiais didáticos e os problemas de infraestrutura deram lugar à falta de dispositivos eletrônicos para a transmissão de aulas online e de internet de qualidade, tanto por parte das escolas quanto por parte dos alunos. A ausência desse tipo de recurso, além de prejudicar o aprendizado dos alunos, também contribui para o aumento dos índices de evasão escolar, já que os alunos se sentem perdidos e desmotivados.

Se em 2020 todos foram pegos de surpresa e muitas coisas precisaram ser feitas no improviso, para 2021 é preciso que a sociedade como um todo exija dos órgãos competentes que os recursos pedagógicos necessários ao ensino estejam disponíveis para todos. Do contrário, as diferenças sociais que se tornaram evidentes desde o início da pandemia serão ainda maiores nos próximos anos.

7 → Falta de tempo para planejamento

Com salários baixos e sem jornadas de carreira definidas, é comum que os professores dividam sua atenção entre mais de uma escola. Com isso, sobra pouco tempo a ser dedicado para o planejamento das atividades aplicadas em sala de aula.

Buscar recursos que facilitem a gestão das atividades é uma maneira eficaz de os professores direcionarem melhor o seu tempo. Assim, é possível focar no que é mais importante, como planejar as aulas e acompanhar a evolução dos alunos, ao invés de investir tempo em tarefas como a elaboração de provas. Através de ferramentas pedagógicas como a Studos, os professores podem gerar as avaliações a partir de um banco de questões inteligente e alinhado com os parâmetros já estabelecidos pela instituição. 

8 → Formação contínua

Por fim, a formação contínua é um dos principais desafios de muitos professores. Nem todos conseguem participar de cursos oferecidos pelas secretarias estaduais e municipais por não terem acesso a vagas ou não conseguirem encaixá-los na sua rotina de trabalho. Além disso, esse direcionamento nem sempre leva em conta as mudanças que já aconteceram ou deveriam acontecer no sistema de ensino, o que faz com que os programas de capacitação já cheguem defasados até os professores.

Durante a pandemia essa defasagem ficou ainda mais evidente, visto que muitos professores nunca receberam qualquer tipo de capacitação voltada para o ensino à distância. Além de precarizar o trabalho, a falta de direcionamento também fez com que o estresse pré-existente dos docentes aumentasse consideravelmente.

Aqui também deve entrar o apoio das políticas públicas, que devem oferecer aos docentes programas que ajudem a lidar com os desafios e mudanças do ensino, bem como com os desafios que eles irão encontrar em sala de aula.

Quais são os desafios que você encontra na sua rotina como professor(a)? Compartilhe com a gente.

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